quinta-feira, 15 de agosto de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

CARTA A SUA ALTEZA REAL GEORGE ALEXANDER LOUIS, PRÍNCIPE DE CAMBRIDGE.

A Gommes
Admmauro Gommes
Poeta e professor de Teoria Literária
da FAMASUL (Palmares – PE)






Ao
Mais Recente Nobre da Realeza Britânica
Sua Alteza Real Alexander George Louis, Príncipe de Cambridge.

Alteza:

Inicialmente, queira aceitar minhas escusas pelo incômodo tão cedo. Vossa Alteza chegou há pouco e já lhe trago embaraços. Mas é assim mesmo. Quem vai governar tem que ouvir os súditos (mesmo que sejam de outros reinos).

Para que o Brasil se libertasse oficialmente de Portugal, no período pós-Independência, recorremos à sua Coroa inglesa que nos emprestou 3,7 milhões de libras esterlinas. Atualmente, isso é muito pouco para resolver os estragos que fizemos, no entanto, considere meu pedido, pois acho mesmo que um novo tempo vai chegar quando Vossa Alteza, já consagrado George II, assumir o poder. Não tem problema, nós somos pacientes e esperamos por nova ajuda.

Por falar em endividamento, há uma máscara usada para que apareçamos bem nesse item, pois pagamos mais de 150 bilhões de juros por ano, e isso seria suficiente para cobrir todas as despesas com Saúde, Segurança, Educação, Justiça e Infraestrutura. Recentemente, não sei quem descobriu essa maracutaia (desculpe-me pela palavra feia!) e o povo ficou sabendo. Então, as praças se encheram de esperança, os jovens lideraram os velhos líderes, esfumaçaram uma Copa das Confederações que foi realizada em solo brasileiro e até na visita do Santo Papa Bergoglio, houve protesto nas imediações do Palácio da Guanabara, sede governamental do Rio de Janeiro.

Como o Príncipe pode ver, o mundo inteiro só fala neste momento de sua chegada, da visita do Papa Francisco ao Brasil e das manifestações populares do povo brasileiro. Por aqui, todos estão nas ruas, reivindicando desde a revogação do aumento de R$ 0,20 (são vinte centavos mesmo!) no preço do transporte coletivo, a melhores salários, atendimento hospitalar, mais casa, mais segurança, mais comida... como eu disse, 3,7 milhõezinhos de libras não resolveriam o nosso caso!

Depois, quando os ânimos estiverem mais acomodados, voltarei a dar notícias da terra que era de Santa Cruz, afinal, Vossa Alteza tem apenas três dias de vida e não deve agora se preocupar com quem tem quinhentos anos de confusão.

Como não tenho outras palavras para concluir esta missiva, termino como disse Pero Vaz de Caminha:

“Beijo as mãos de Vossa Alteza.”

Deste Porto (in)Seguro, da Ilha de Vera Cruz, hoje, quinta-feira, 25 de julho de 2013.


Um brasileiro.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

REPRESENTAÇÃO POLÍTICA: LACUNA, INSUFICIÊNCIA OU IMPERFEIÇÃO


 Vital Corrêa de Araújo

            A crise política no Brasil estava sendo adiada. Estourou, não. Começou a estourar. E não é econômica ou social. Ambos os setores vão bem, obrigado. É de representação política. O nosso parlamento (nos três níveis) é elitista e corrupto. Viciado em propina, nepotismo, favorecimento (tal como o judiciário, que não fica nada atrás – e é sobretudo corporativo, preguiçoso, soberbo e falido – veja a expressão, traje, poses retóricas e rapapés dos desembargadores e ministros (em especial, do Supremo). O executivo, os cinco mil e tantos prefeitos e governadores despedem mais de 50% das receitas em obras, licitações e investimentos duvidosos, correndo por fora a corrupção mais medonha, através de operadores (secretários e servidores graduados).
            O movimento PASSELIVRE já existia há mais de 5 anos. Havia passeatas anuais em Recife, São Paulo e outros. As de 2013 foram a gota d’água. A classe média, a sociedade civil organizada, a família, os vândalos, todos aderiram. E com força. É um composto de marcha pela família, Direitas já, Carapintadas e comunidades. Não há participação de partidos políticos porque é exatamente contra eles. E é algo sério, forte, invencível. Decisivo.
            O Brasil tem o segundo parlamento mais caro do mundo. Cada representante político do povo, em Brasília recebe por mês cem a cento e cinquenta mil. Além de outras mordomias e graciotas inúmeras.
            São políticos profissionais, alguns (a maioria) estão lá há 10, 20, 30 anos – e não vão sair. Só o voto da morte os tira de lá. São (ou se sentem) autônomos. O compromisso com o povo cessa após o voto.
            É uma classe viciada desde o Golpe Militar, quando os que teimaram em representar o povo foram cassados ou escorraçados (cassação, voto vinculado, pressão, prisão, etc). Desde 1964, esses caras estão lá (no palácio dos tais poderes), porque o lugar é deles – chegam por voto viciado ou não, comprado ou não... e se rejubilam. E se eternizam. O simulacro da representação segue firme. Acostumaram-se a representar o poder (militar) e depois o poder empresarial (e sem pudor). A coisa é tal que se gastam milhões, numa eleição parlamentar (deputado federal ou senador) e tudo é financiado por empresários fortes (que estão investindo e bem).
            O deputado ou o senador brasileiro, no exercício do mandato, representam não o eleitor, mas o financiador. E isso fica claro, logo. A tal ponto de não sabermos em quem votamos na última eleição. E nada reivindicamos. Reforma política (desse estado de coisas) há 20 anos está travada. E bote mais de 30 nisso, se não fosse...
            A rebelião política espontânea (isto é, autônoma), sem partido. Não sem direção ou rumo, como dizem. Por não ter partido no comando. Pode não ter pauta clara, está em formação, porém é meio que instintiva. Todos nós sabemos o que queremos. Não? Pode ser difusa a reinvindicação e o significado. Mas o rumo é certo, tem. É a representação política direta, via passeatas, via internet.
            O estado brasileiro como poder político legítimo falhou. Revelou-se sem pudor. E poder político corrupto, privado. O parlamento brasileiro é algo separado da essência da democracia. Estranho ao povo. Que não legisla. Quando é imprescindível o judiciário o faz. Ou o executivo, via Medida Provisória.
            A indagação: como suprir essa lacuna, essa impropriedade, esse desvio de função do poder legislativo? Não se sabe. Enquanto isso as multidões nas ruas vão tomar o poder. E em assim fazendo, outra forma de assembleia vai “instituir” nova forma de legislar e fazer funcionar o poder popular. Ou seja, a Assembleia Nacional vai funcionar. Sob estigmas da rua. Até onde Deus quiser!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

FÓRUM DE ATUALIDADES

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O POSICIONAMENTO DO POVO NAS RUAS
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

PROTESTATUDORISMO


Rozineide Lopes
            
Rozineide Lopes
                Hodiernamente, tem-se visto multidões aglomeradas em vários locais do Brasil, com concentração em massa nas principais capitais. Uns reclamam por educação, outros por saúde, ainda outros por segurança e meios de transporte; mas, de forma geral, a maior implicatura desses protestos é a política. Melhor dizendo: a má política atualmente aplicada nas mais diversas áreas da sociedade e que, na maioria das vezes, não cumpre seus deveres e suas atitudes pouco ou nada condizem com as muitas promessas feitas no período eleitoral.
            Observa-se que esse é um protesto nascido há muito tempo, porém encruado nas entranhas dos eleitores e que, após muito tempo sufocado, foi crescendo, crescendo, transformou-se num imenso gigante e finalmente acordou. Acordou e saiu às ruas sem pressa de voltar para a cama.
            Infelizmente, há momentos em que os protestos se dispersam e entra em cena a covardia dos vândalos que se aproveitam do tumulto para quebrar, destruir e saquear patrimônios públicos e privados. Quebra-quebra que nada tem a ver com a situação que deveria começar e terminar apenas com o grito desse magnífico movimento em que o povo, excitado pelo momento em que vive, reivindica tudo ao mesmo tempo, ação que pode receber o nome de protestatudorismo.
            O sono desse gigante só voltará quando suas solicitações forem aceitas e respondidas à altura de seus direitos. Ainda assim, ele não dormirá tão profundamente como estava há pouco. De agora em diante, seu sono será leve como um cochilo e, se ele ao menos sonhar que está sendo novamente lesado, sairá às ruas mais uma vez. E o ciclo do protestatudorismo se repetirá. Isso vai depender apenas das atitudes governamentais que serão iniciadas daqui pra frente. 

O POLÍTICO ESTÁ MORRENDO


Marcondes Torres Calazans

Marcondes Calazans
Lendo na noite de ontem, numa sala fria e úmida da FAMASUL, fragmentos do livro “Princípios e reflexões sobre a noética no século XXI”, do instigante autor Marc Halévy, pude deparar-me diante de algo nem tão inusitado, considerando a sobriedade intelectual dos amigos do Blog “No Reino Encantado das Águias”. O tema é: “Fim do político”, o qual me fez concluir, testemunhando as manifestações das últimas semanas, que a população ora sóbria, ora irada e zombeteira, mas sempre lúcida, nos denuncia que o político está morrendo.
A vida tem se apresentado muito complexa, com inversão permanente de valores, valores principalmente éticos. Diz Halévy: “a complexidade real da vida coletiva superou, e de longe, os simplismos ideológicos e burocráticos dos aparelhos de Estado e dos poderes políticos de outrora”. É a partir dessa realidade que chego a concluir que o político atual está morrendo, e o resultado não se encontra nas rebeliões das ruas instigadas pelas redes sociais, ele (o político) está morrendo porque a sociedade  começa a entender que o único poder que ele exerce, hoje, é o de prejudicar (por meio das leis com seus efeitos perversos, na maioria das vezes fingindo apontar para soluções urgentes em favor da sociedade).
Não sei se é o mesmo sentimento dos queridos pares o meu sentimento, quando concluo que, quanto menos política, melhor. A cada eleição, o que testemunhamos é a abstenção crescer, o desinteresse, a indiferença.
Pois bem. Sonhos, perspectivas, projeções a materializar,  identificar a possibilidade de se trabalhar não apenas os valores ideais que a sociedade tradicional acredita ter de melhor, mas também, os valores reais, aqueles que os mais humildes, em suas peculiaridades carregam como utopia possível. Nesse percurso, à medida que se esforça, alcançam degraus intermediários e vitórias parciais que não animam nem estimulam avante.
Chega o ano político de 2014 para Governador e Presidente, e aí? O povo vai votar em fantasmas! Algumas rotinas começam a ser quebradas. Primeiro, os discursos em torno de aliança, e em seguida a Copa do Mundo que traz consigo mais protestos e, com ela, violência, prisões e censura que, em princípio, irão apresentar-se como normais, a recuperar o velho caráter da ditadura caduca de 1964.
Eles esquecem que o ser humano é feito, entre outras coisas, de sonhos, ideais, expectativas... As expectativas que foram criadas e fomentadas se esvaíram a cada dia. O futuro do projeto de um país inserido no BRINC, apesar dos percalços e obstáculos do presente, deveria se desenhar com bons ventos, melhorias e conquistas, e isso, não consigo identificar na atualidade para que deva prosseguir lutando, doando o melhor de mim na busca dos objetivos e metas de outrora.
O projeto do “NOVO BRASIL” para o qual foi convocada a sociedade brasileira é uma mentira, não existe, as vaidades colocaram tudo por terra. Vive-se em nichos, separados não pela lógica racional, mas sim pela fragilidade das opiniões, enfeitadas com firulas, rostos de políticos eleitos que nunca perdem o sorriso e ações abrilhantadas com paetês e purpurina multicor.
A instauração da "Nova República,” desde Tancredo Neves, sufocou o grito dos brasileiros mais pobres e virou base política para a gestão do assistencialismo. É interessante como nossa competente presidenta Dilma Rousseff acredita em sua manutenção no cargo! Começo também a achar que é um grande negócio para os capitalistas internacionais mantê-la no poder, o seu padrão de governo é padrão “Felipão”!
Para concluir, vamos para a História! “os Jacobinos roubaram a Revolução Francesa de 1789; Karl Marx roubou a Internacional Socialista; Lênin e os bolcheviques roubaram a Revolução de 1917. Tirando fragmento da conclusão, “a esquerda brasileira segue, nunca antecede - diz Marc Haléve, - ao longo da História o que se viu foram estratégias para manter o poder e valer-se dele”. Dizem “bis” sobre a direita...depois de falar de esquerda, parece que a política é maniqueísta, já que mantemos a divisão artificial, mas tradicional entre elas.




JOSÉ ALBERTO COMENTA MARCONDES CALAZANS:
VAMOS INICIAR O PROCESSO DE  MUDANÇA

José Alberto M. Lisboa

Os comentários do nosso bom amigo Marcondes revelam o sentimento que domina uma boa parte de nosso povo: o desencanto com a política.
O problema é que nossos políticos, ao invés de praticar o exercício puro, praticam a politicagem, que é uma deformação do comportamento ético. Por conta da necessidade de preservarmos a democracia, melhor regime de convivência social, vimos ao longo do tempo suportando a convivência com esses enganadores do povo. O importante é constatarmos que essa tem sido a nossa realidade e que, a consciência desse fato deve ampliar cada vez mais sua abrangência. É o que está acontecendo nesse processo de manifestação das ruas, onde todos estão se misturando e por isso, é tão difusa a coletânea de reivindicações incluídas nos cartazes e faixas.
Mesmo comungando dessa desesperança que nos alcança em alguns momentos, acho que devemos renovar nossas forças e tentar, JUNTOS, não propriamente mudar de uma vez, mas iniciar o processo de mudança!


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terça-feira, 2 de julho de 2013

O SISTEMA PRESIDENCIALISTA É ULTRAPASSADO


 Ricardo Guerra (JAQUEIRA/PE)

Ricardo Guerra
Equivocada encontra-se a Nação Brasiliana, com a forma de Governo que secularmente escolheu como o ideal para ser administrada. O sistema Presidencialista é assaz ultrapassado, em todos os seus a aspectos. Uma Nação Continente como o Brasil, tendo este sistema presidencialista de Governo, serve como exemplo, errado, como uma locomotiva às outras nações irmãs sul americanas seguirem os mesmos trilhos. 
Tivéssemos um sistema de Governo Parlamentarista – como nos ensinam as enciclopédias - O sistema parlamentarista ou parlamentarismo é um sistema de governo no qual o Chefe de Estado não é eleito diretamente pelo povo, não podendo, por conseguinte, exercer livremente os poderes que lhe são atribuídos pela Constituição (só os exerce a pedido do governo) por falta de legitimidade democrática; e o governo responde politicamente perante o parlamento o que, em sentido estrito, significa que o parlamento pode forçar a demissão do governo através da aprovação de uma moção de censura ou da rejeição de uma moção de confiança.
O Governo passado, do Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, com o escândalo que ficou conhecido como o Mensalão, teria caído naquela época, bem como a atual impunidade; apesar do julgamento dos culpados condenados à prisão e absolutamente impunes, ou seja, todos soltos, bem como exercendo cargos eletivos, o que piora a situação de impunidade. Torna-se uma vergonha nacional.
O nó na garganta do brasiliano está formado há centúrias, doido para ser gritado e, sobretudo, ouvido. Como nordestino da gema, sinto-me triste macambúzio. Como Pernambucano, fico arretado em ver o outrora LEÃO DO NORTE ser tratado como um reles gatinho alimentado à ração com a cabeça sendo coçada numa cadeira de balanço por um novo velho coronel, dos tantos descendentes dos coronéis do passado. 
Vislumbro dias sombrios para a Nação Brasiliana. Tomara, meu Deus tomara, que ela não caia em uma nova ditadura.
Invoco os Cabanos de 1832-1846, em nome do seu comandante supremo – Vicente Ferreira de Paula, Capitão-General-de-Todas-as-Matas. Eis o seu título. Seria uma luz no fim do túnel? Aliás nem o túnel estou vendo. Todavia, estou atento.


JOSÉ ALBERTO COMENTA RICARDO GUERRA:
UM PLEBISCITO DE “MENTIRINHA”

O texto do nosso amigo Ricardo Guerra é bastante procedente e bem atualizado. No regime parlamentarista, o primeiro ministro, gestor do Governo, é substituído por um voto de censura da maioria do parlamento e o parlamento pode ser acionado por uma pressão popular, como a que atualmente ocorre em nosso país.
Houvesse esse recurso constitucional, não estaríamos passando por essa comédia politica, que é a convocação de um plebiscito de “mentirinha” como o que está sendo proposto pelo governo! - José Alberto M. Lisboa




MARTA ROBERTA COMENTA RICARDO GUERRA:
"O NÓ NA GARGANTA"

Marta Ramos
Marta Roberta Ramos da Silva - Letras/FAMASUL

No atual cenário que se encontra a nação brasileira, sobretudo na política, é notável e compreensível que esta nação necessite e anseie por mudanças. É comum na sociedade de hoje as pessoas terem um conceito ou um preconceito errôneo de política. Especula-se que boa parte da população brasileira não gosta ou costuma discutir sobre assuntos envolvendo política, justamente por não obterem um conhecimento lapidado sobre tal. Por isso, não conseguem externar uma opinião concisa e autêntica, posicionando-se categoricamente diante do determinado assunto.
Indubitavelmente, isso é um problema, pois questões políticas estão vinculadas em nossas vidas anos a fio; contudo, faz-se necessário adquirir conceitos e indagações para não permanecermos com pensamentos retrógrados. Por outro lado, em nada é estranho essa apatia à politica que, a essa altura do campeonato, pode ser denominada de politicagem na situação lamentável que se encontra o Brasil. É bem verdade, que à medida que transcorre o tempo, mais aumentam as decepções e frustrações desta nação. Mas o que fazer diante de situações tão constrangedoras e opressoras? Ser meros espectadores, submissos à impunidade? 
Um trecho muito interessante que o ilustre Ricardo Guerra menciona em seu texto ressalta é “O nó na garganta do brasiliano está formado há centúrias, doido para ser gritado e, sobretudo, ouvido.” A população através dos diversos manifestos espera e acredita veementemente em melhorias no contexto social. As pessoas não suportam, ou não mais permitirão ser ludibriadas ou alienadas com falsas promessas; vítimas de um sistema opressor. Porém, enquanto houver aqueles indivíduos que se deixam influenciar e manipular, não haverá a tão almejada ordem nem, tampouco, o desejado progresso. 





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domingo, 30 de junho de 2013

O POSICIONAMENTO DAS RUAS


José Alberto Marques Lisboa, economista

José Alberto
Há uma grande preocupação por parte de toda a sociedade, hoje, em desvendar exatamente qual o real sentimento e o que desejam todos aqueles que foram fazer seus protestos nas ruas de nosso país.
Os recados são abrangentes e praticamente nada ficou de fora. A verdade é que, quando elegemos nossos políticos, partimos do pressuposto de que eles cumprirão suas tarefas e responsabilidades, cada um na sua área de atuação, executiva ou legislativa. Passadas as eleições, o que se verifica é a constatação de que nada acontece e quando acontece é exatamente ao contrário do que deveria acontecer. Ou seja, o executivo não executa e o legislador não legisla. A presidência da república não consegue se estabelecer como governo sem que negocie com os deputados e senadores e daí se instaura a prática do “é dando que se recebe” sob o pretexto de se exercer o chamado exercício da governabilidade, obra-prima inventada pela elite dirigente de nosso país.
A prática lá de cima, serve de exemplo para governadores e prefeitos junto a seus deputados e vereadores, respectivamente. Nas esferas governamentais, não se resolvem os problemas maiores, no que diz respeito à saúde, educação, segurança, transporte e tudo mais. Nossos prefeitos, na sua maioria, que deveriam cuidar de sua cidade e se preocupar com o bem-estar de sua população, cuidam somente dos seus interesses pessoais e, na maioria das vezes, se beneficiando do dinheiro público, através dos desvios ilícitos, praticados via licitações viciadas. Esse é o quadro, essa é a nossa realidade.
O que nossos políticos pensavam é que o povo jamais sairia da letargia em que se encontrava, se conscientizando da ENGANAÇÃO a que estava sendo submetido, durante anos e anos. O povo acordou e reagiu com força e afirmativamente, pegando todos de surpresa e acuando os políticos de uma maneira tão forte, que para encontrar saídas, estão tendo todo o tipo de dificuldades sem saber definir qual o caminho que deverão seguir.
O posicionamento das ruas se encaixa perfeitamente na frase do poeta português, José Régio: “Eu não sei para onde vou!/eu não sei por onde vou!/eu só sei é que não vou por aí!”
 Outra coisa que as ruas parecem nos estar dizendo é que o dilema da escolha ideológica entre a esquerda e a direita, deve ser substituído pela opção entre O CERTO e o ERRADO. O povo está querendo o certo e é pelo certo que vai continuar a lutar. Com certeza!





OSANI COSTA SILVA COMENTA JOSÉ ALBERTO: VAMOS À LUTA!

01/07/2013

Osani Costa
Sabendo-se que a educação é um processo lento, é possível notar que esta vem tendo resultado bastante visível e transformador. O Brasil está tomando atitudes mais democráticas do que nunca se tinha visto em anos anteriores, pois, a lei diz: direito não reclamado, torna-se direito inexistente, a lei não socorre quem dorme, mas aquele que aguça as tantas e tantas entrelinhas da LDB.
O povo está colocando em prática tudo o que é lícito cobrar, em prol de um mundo mais digno. E como dizia o nosso amigo Geraldo Vandré: “Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer.”
O povo não está parado, estão todos nas ruas lutando, protestando e expressando o direito de dias melhore. Não é preciso esperar o momento certo para denunciar as injustiças, mas as próprias injustiças vão criando os meios de se combater alguns dilemas advindos de épocas anteriores que estavam adormecidos, mas que agora, como afirma o nosso querido José Alberto: “O povo acordou e reagiu com força e afirmativamente”. O povo está assumindo, na prática, o termo “povo.” A educação, apesar de lenta, está nos proporcionando inesperadamente resultados grandiosos e que o Brasil ainda tem jeito.
       Nos próximos anos terão as eleições, portanto, é o momento ímpar de refletirmos nossa tomada de decisão quanto aos candidatos multirrecheados de projetos incríveis, mas que nada condizem com a situação real que o povo especificamente brasileiro precisa para sobreviver. Chega de leis impregnadas em papéis. Vamos à luta! O protesto não pode parar! O Brasil tem mais é que continuar.


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domingo, 9 de junho de 2013

9 DE JUNHO

Estiveram no Recanto das Águias, no dia 9 de junho, aniversário de Palmares
DEDÉ, REGINALDO, RODRIGUES e ADMMAURO
RICARDO, ADEMAC, VITAL e FLORIANO

Como ingredientes da conversa, 
poesia, história geral, capitalismo, ética, paz e ideal de felicidade

FLORIANO E DEDÉ NO REINO DAS ÁGUIAS

9 DE JUNHO DE 2013 - Em um momento de descontração, no Reino Encantado das Águias, Floriano Gonçalves de Lima Filho e José Alberto (Dedé) relembraram clássicos da velha guarda. Vale a pena conferir. 

Para ver este vídeo é só clicar em:
http://www.youtube.com/watch?v=SGwEBbF1kaQ&feature=youtu.be